sábado, 27 de março de 2010

.Camarão em 8 baixos


Embora Camarão seja reconhecido como um dos maiores mestres do acordeom de 120 baixos, tendo recebido, inclusive a honraria de Patrimônio vivo de Pernambuco, devido à quantidade ( e qualidade) de serviços prestados à música deste estado, é bem verdade que deu o pontapé inicial de sua carreira discográfica, através da sanfona de 8 baixos.

Corria o ano de 1964, e com o impacto causado pelas gravações de Abdias e Zé Calixto no Rio de Janeiro, o selo Mocambo, sediado em Recife, resolveu apostar suas fichas em um sanfoneiro de 8 baixos.

Reginaldo Alves Ferreira, que já era conhecido como Camarão e já havia adotado o acordeom de 120 baixos como principal instrumento, foi o escolhido. Segundo nos conta o próprio Camarão, ele adquiriu uma sanfona de 8 baixos em afinação natural duas semanas antes das gravações, e preparou o repertório, compondo músicas especialmente para o disco. A gravação ocorreu ao vivo, segundo ele mesmo conta, "num sistema precário", com apenas um microfone overall, capatando o conjunto. No entanto, o resultado esplêndido desta empreitada, deu luz ao disco " Lá vai brasa". É interessante notar que, à parte das caracteristicas de afinação natural, a sanfona de Camarão soa no estilo nordestino da afinação transportada.







Camarão - Na Casa da Anita.mp3
CAMARÃO - Retrato De Um Forró.mp3
CAMARÃO - A Cigana Lhe Enganou.mp3
CAMARÃO - Forrozinho Moderno.mp3
CAMARÃO - Fim De Festa.mp3
CAMARÃO - Baiao Mimoso.mp3
CAMARÃO - É Proibido Cochilar.mp3
CAMARÃO - Forró Em Palmeira Dos Indios.mp3
CAMARÃO - Forró Tema.mp3
CAMARÃO - É Tempo De Voltar.mp3
CAMARÃO - Chililique.mp3

quinta-feira, 25 de março de 2010

.Geraldo Correa


Geraldo Correa é um destacado sanfoneiro pernambucano.

Iniciou sua carreira fonográfica no Rio de Janeiro, por intermédio de Jackson do Pandeiro, em 1964, pela gravadora Philips, que na ocasião investia em valores da sanfona como Zé Calixto.

No entanto, sua carreira principia bem antes, nas feiras e cabarés de sua terra natal, Campina Grande.

O depoimento abaixo é de grande importância, pois atualmente este músico octogenário vive distante dos palcos, sendo um dos ultimos remanescentes da "geração de ouro" dos 8 baixos.




Geraldo_Correia_-_Agora_Vai_-_Lado_A_-_03_-_Fuxiqueiro.mp3

quarta-feira, 24 de março de 2010

.Gerson Filho


Compositor. Instrumentista. Acordeonista.

Nasceu na histórica cidade de Penedo no interior de Alagoas, famosa por suas serestas. Aprendeu a tocar sanfona ainda criança.

Iniciou a carreira artística no Rio de Janeiro no início dos anos 1950 e teve o apoio da dupla Venâncio e Corumba. Em 1953, gravou seu primeiro disco pela Todamérica interpretando ao acordeom, de sua autoria, a "Quadrilha da cidade" e o baião"Catingueira no sertão". Em 1954, venceu o concurso de calouros "Caminho da vitória" na Rádio Guanabara, sendo logo em seguida contratado pela emissora. No mesmo ano, lançou os baiões: "Baião do soldado" e "Baião em Caxias", a polca "Casa velha", todas de sua autoria e a rancheira "Marombando", com Salvador Miceli, entre outras composições.

Em 1955, lançou de sua autoria os choros "Comendo e chorando" e "Choramingando". Lançou também no mesmo ano o baião "Torcida do Flamengo", com Pachequinho. Em 1956, gravou os baiões "Sete quedas" de sua autoria e "Baião paulista", em parceria com Ermínio Vale. Em 1957, gravou de sua autoria o baião "Macaco é Tio Antônio", a marcha "Agüenta o banzeiro", com Miguel Lima e a marcha "Por mulher nunca chorei" de parceria com Otávio Filho. Em 1958, lançou a polquinha "Pra livrá de confusão", de Miguel Lima e a rancheira "Papai me disse", de Sebastião Silva e Astrogildo Meireles, ambas com vocal de Luiza Vidal. No mesmo ano, lançou o LP "Gerson Filho e seu fole de oito baixos" onde gravou a quadrilha, ritimo bastante popular no Nordeste e praticamente ainda não gravado até aquela ocasião. Nesse período sua carreira tomou grande impulso com ele fazendo muitas apresentações em circos, praças públicas e festas por todo o Brasil.

Em 1959, gravou o "Baião da capelinha" de sua autoria e o "Forró de Zé Lagoa" em parceria com Francisco Anísio, famoso comediante, então em começo de carreira. Em 1960, lançou os forrós: "Forró no salão", de Agenor Lourenço e Dini Goulart e "Namoro no forró", de Miguel Lima, Aguiar Filho e Geraldo Maia. Em 1961, gravou de João Silva e Penedo o forró "Ó, Lia" e de sua autoria e Aguiar Filho o baião "De Penedo a Propriá". Em 1963, gravou dele e Otávio Filho o "Baião da meia-noite" e dele e Doca o forró "Na bodega do Bodega".

Em 1969, após muitos anos residindo no Rio de Janeiro retornou para o Nordeste, indo morar em Sergipe, onde passou a apresentar, desde então, o programa "Forró no asfalto" na Rádio Difusora de Aracaju. Em 1970, passou a atuar na Chantecler/Continental, onde gravou cerca de 17 discos, entre os quais: "É pra valer", "Ingazeira do Norte" e "Levanta poeira". Em 1982, lançou o disco "Gerson Filho - Xote da cobra doida", interpretando diversas composições de sua autoria, entre as quais: "Tropé seguro", com Isnaldo Santos, "Minha festa, nossa festa", "Xote da cobra doida" e "Forró de chão batido", de sua autoria. Um de seus principais parceiros foi Isnaldo Santos, com quem compôs entre outras, a quadrilha "Dança comigo", o "Forró na bulandeira" e o xote "Esse xote é bom".

Por sua importância como referência da musicalidade e da cultura nordestina, foi criado, em Alagoas o Troféu Gérson Filho de Cultura Popular.






Gerson Filho - Quadrilha Brasileira.mp3
Gerson Filho - Quadrilha Do Cabo .mp3
Gerson Filho - Sanfona do Barbino.mp3

segunda-feira, 22 de março de 2010

.Luizinho Calixto


LUIZ GONZAGA TAVARES CALIXTO, popularmente conhecido no cenário musical como LUIZINHO CALIXTO.
Nasceu na cidade de Campina Grande no dia 21/06/1956, filho de Maria Tavares Calixto e de João de Deus Calixto, um grande tocador de 8 baixos das antigas, conhecido na época como seu DIDEUS.
Pai de 10 filhos, sendo seis mulheres e quatro homens, dos filhos homens o que mais se destacou foi o mais velho ZÉ CALIXTO, conhecido em todo o Brasil, depois musicalmente falando, veio BASTINHO CALIXTO, também tocador de fole e mais tarde cantor e produtor musical, depois veio JOÃO CALIXTO que também é tocador de fole, e ainda teve DALVA de saudosa memória que de vez em quando tocava acordeon nas festas de colégio e também ZELITA CALIXTO que já tem musicas gravadas por vários interpretes da musica nordestina e romântica.
LUIZINHO CALIXTO como filho mais novo não podia agir diferente dos outros aprendeu a tocar o fole de 8 baixos ainda com dez anos de idade, ouvia no rádio as musicas do irmão mais velho e agarrado a um pedaço de madeira puxando para um lado e para outro solfejava as musicas que ouvia tocar no radio, assim foi indo até que um dia o irmão ZÉ CALIXTO de tanto ouvir comentários que Luizinho era dotado de talentos musicais lhe deu uma sanfona de 8 baixos de presente, era tudo que ele queria, quando pegou já foi logo tocando e se mostrando pra vizinhança ouvir e comentar, foi um show, a porta da casa de seu Dideus ficava sempre tomada de pessoas que queriam ouvir o mais novo talento da família.
Luizinho pelo fato de ser o caçula da família era muito paparicado, apesar das dificuldades na época tudo se superava com a musicalidade, seu Dideus e dona Maria tinham muito cuidado com o filho mais novo e não permitiam que ele saísse com ninguém.
Um dia apareceu um senhor já conhecido e amigo da família, compositor radialista e muito conhecido na época, trata-se de ROZIL CAVALCANTE, o popular Zé Lagoa assim era chamado pelo grande publico que ouvia os seus programas pela Radio Borborema de Campina Grande, Rosil foi o único que conseguiu convencer seu Dideus a liberar Luizinho para se apresentar no programa ' Forró de Zé Lagoa , daí por diante eram muitos pedidos, para que Luizinho se apresentasse nos microfones da radio Borborema foi tudo muito bem, estudo, estudo e nas horas vagas sanfona e o tempo foi passando, a dificuldade foi aumentando, os irmãos foram embora para o Rio de Janeiro em busca de uma melhor sorte e as mulheres foram casando e ficou só o casal de velhos e o caçula que se dedicava muito aos estudos, e Luizinho conseguiu arranjar o primeiro emprego como picotador de peças para sapateiro mas, durou pouco , pois o patrão era muito abusado depois arranjou um outro trabalho como desenhista fotográfico trabalhava durante o dia e estudava a noite em um colégio particular pago por ele mesmo, até que chegou o momento de decidir entre o trabalho e os estudos, como o dinheiro lhe era de maior precisão.
Luizinho teve que parar com os estudos pois dependia daquele dinheiro para ajudar nas despesas de casa.
O pai, seu DIDEUS desde muito cedo era amigo do então rei do ritmo Jackson do pandeiro, tocavam juntos numa casa noturna em campina grande, era um trio, seu Dideus, Jackson, e o Cassiano, cantor e compositor da música, "A lua e Eu " isso Luizinho não era nem nascido, depois Jackson se tornou amigo também do irmão Zé Calixto.
Um dia, já depois da fama Jackson , veio a campina com a caravana o fino da roça, nesse dia, Jackson teve a oportunidade de ouvir Luizinho tocar e aconselhar para o levarem para o Rio de janeiro. E no ano de 1975 o irmão Bastinho o chamou para ir gravar o primeiro disco, intitulado " vamos dançar forró" depois do lançamento do disco Luizinho teve que viajar para divulgá-lo. Ainda no Rio através do Jackson, conheceu o apresentador da radio globo Adelson Alves e tocou ao vivo no seu programa sendo acompanhado pelo pandeiro mágico do Jackson.
Luizinho morou no Rio de janeiro por seis anos, até que voltou a suas origens, passaram-se dois anos e Luizinho veio conhecer Fortaleza, então as coisas passaram a melhorar, conheceu muita gente e fez muitas amizades. Numa delas, o rei do baião GONZAGÃO, já o conhecia através do irmão Zé, porque eram compadres, mas, não tinham amizades, nesse momento Luizinho tocou um pouco de acordeom para o rei, e o rei ficou impressionado porque não sabia que o mesmo tacava também acordeom,e o rei o aconselhou a se dedicar-se mais e Luizinho falou-lhe que tocava era sanfona de 8 baixos mais o rei insistiu, e Luizinho então disse-lhe que não tinha acordeom, então Luiz Gonzaga disse,que tava com um acordeom a procura de um besta para presenteá-lo, e que já tinha encontrado, e assim Seu Luiz deu de presente a Luizinho, a sanfona que ele tocou pela ultima vez, Luizinho já participou de um filme, de FLORINDA BOLKAN "Eu não conhecia tururú" fez várias viagens a Europa , tocou em PORTUGAL, ESPANHA, FRANÇA E ARGENTINA.
Luizinho além de 8 baixos e acordeom também toca violão, cavaquinho, pandeiro, zabumba, triangulo,agogô e reco-reco, também nas horas vagas é artista plástico, Luizinho é casado com a Sra. LENICE SOUZA desde 1982, desta união nasceram Thiago e Larissa.









12. Baiao Menino - Luizinho Calixto.mp3
Luizinho Calixto-Lambada nos oito baixos.mp3

sábado, 20 de março de 2010

.Andrezza Formiga



Recife - Pe
Começou a carreira, em 2000, com a banda Casaca de Couro.

A partir de 2009, ingressou em trabalho solo. Lançou o CD “Poeira e Chão”, com a Casaca, e depois, disco-solo (de forma independente), do qual se destacam as músicas “Pela Metade” e “Tudo pra mim”.

Faz shows em Gravatá, Caruaru e Fernando de Noronha.

Sua banda é formada por Adriano Bezerra (baixo), Tony (guitarra), Diógenes (sanfona), Mano (bateria) e Binho (zabumba).






Andrezza Formiga e matuta chic - Se Me Provocar.mp3
Andrezza Formiga e matuta chic - Primeiro Eu.mp3
Andrezza Formiga e matuta chic - Pela Metade.mp3
Andrezza Formiga e matuta chic - Vem.mp3
Andrezza Formiga e matuta chic - Eu e Você.mp3
Andrezza Formiga e matuta chic - Seu Nome.mp3
Andrezza Formiga e matuta chic - Pra Ganhar Meu Coração.mp3
Andrezza Formiga e matuta chic - Seu Brinquedo.mp3
Andrezza Formiga e matuta chic - Se a Saudade Perguntar.mp3
Andrezza Formiga e matuta chic - Tudo Pra Mim.mp3

.Terezinha do Acordeon


Pioneira em Pernambuco no gênero musical, começou sua carreira aos 12 anos na cidade de Salgueiro, quando ganhou o seu primeiro acordeon. Formou um trio com os irmãos Francisco e Belarmino (também sanfoneiro e compositor) e animava festas colegiais e juninas. Também participou de grupo musical com o escritor Raimundo Carreiro (na época músico).

Na década de 80, já no Recife, formou grupo musical com Lula do Acordeon, mas só cantava, deixando os acordes com o sanfoneiro.

Em 84 grava o primeiro disco “Alegria no Sertão” e em 86 produziu e participou do disco “Festão do Forró”. Em 90, sentido a necessidade de uma participação maior no cenário musical, assumiu o seu acordeon e fez a diferença. As outras mulheres do ramo só cantavam, ela tocava e cantava. Como a única mulher a tocar forró, começou sua trajetória brilhante. Já em 93 participou da Missa do Vaqueiro em Serrita.

Em 96 grava mais um disco, com participação do irmão Bel e Petrúcio Amorim, que lhe retribui com a participação no CD “Petrúcio Amorim 20 Anos de Forró”. Também participou do primeiro CD “Pernambuco em Concerto”. É Maestrina da Orquestra Sanfônica de Pernambuco com várias apresentações no Estado, e acompanha a atriz Geninha da Rosa Borges na peça “O Marido Domado” de Ariano Suassuna, com várias apresentações no Brasil e exterior. Já tocou com Dominguinhos, Camarão, Nando Cordel, Petrúcio Amorim, Maciel Melo.





Terezinha Do Acordeon - Carpina Pe.mp3
Terezinha Do Acordeon - Vaqueiro Do Sertão.mp3
Terezinha Do Acordeon - Recordando Salgueiro.mp3
Terezinha Do Acordeon - Carpina Pe II.mp3

terça-feira, 16 de março de 2010

.Edgar dos 8 Baixos


Edgar dos Oito Baixos

Maceió - Alagoas

Em 1949, ainda criança, Sr. Edgar já tocava xole, sob a influência de seu pai, que tocava vários instrumentos.

Em 1959 começou a tocar profissionalmente. Junto com seu trio, toca o forró pé-de-serra e já tem 25 discos gravados, tendo o último deles o título "Edgar dos Oito Baixos é Festa".

Já tocou com Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro, Trio Nordestino e entre outros.

Já passou seus conhecimentos para seu filho Edgar. Fez várias viagens para S. Paulo, Rio de Janeiro e Paraíba.





EDGAR DOS 8 BAIXOS - VILA NOVA.mp3
EDGAR DOS 8 BAIXOS - DÉCADA DE 80.mp3